Category: Surf Music


Promoção do Feirão do Vinil dá descontos e oferece discos a 2 reais.

By Feirão do Vinil,

 

 

Promoção do Feirão do Vinil dá descontos e oferece discos a 2 reais.

 

Deu a louca no Feirão do Vinil! Além de oferecer álbuns e compactos de vinil, CDs, DVDs e outros formatos, mesmo raros e importados, a apenas 5 reais a peça, a loja agora também está promovendo uma série de descontos e promoções.

Agora, a cada 40 reais em compra os clientes da loja ganham um desconto de 5 reais, que o comprador pode investir na aquisição de mais um vinil, CD ou DVD, enriquecendo ainda mais sua coleção.

Mas não é só isso. O Feirão do Vinil também acaba de inaugurar uma seção de discos em promoção a 2 reais a peça.

Imperdível para colecionadores e aficionados por música.

 

Feirão do Vinil – Esquina Cultural

Rua Quintino Bocaiuva, 309 – Sé

Tel. 3105-6714

Tá Chegando Mais

By Feirão do Vinil,


O Acervo do Feirão do Vinil Recebe Mais Novidades esta semana

O Feirão do Vinil começa o ano de 2018 com uma nova leva de discos que devem fazer a cabeça de seus clientes e colaboradores. O acervo, que já era enorme, esta semana deve receber a aquisição de mais 10 mil LPs em vinil, 2 mil CDs e mil DVDs. Todos pelo preço de 5 reais a peça.
Os títulos fazem um apanhado de todos os gêneros, ritmos, artistas e épocas. Representando um dos mais variados e diversificados catálogos que passam pelo rock, MPB, Jazz, Pop, Hip Hop, musica sertaneja, brega, samba, bossa nova e etc.
A promoção continua imperdível.

Michael Viner´s Incredible Bongo Band

By Feirão do Vinil,

A Surf Music, o Cinema B, o Beatle, o Assassino e a origem da Batida Fumegante

O que há em comum entre o grupo britânico The Shadows, o assassinato de Bob Kennedy, um filme de terror B chamado “A Coisa de Duas cabeças”, um músico que, induzido por vozes do além, assassiou a própria mãe a golpes de martelo, o ex-Beatle Ringo Starr e o nascimento da batida perfeita do Hip Hop? Resposta: Michael Viner e sua Incredible Bongo Band.
Lançado em 1973 o álbum “Bongo Rock”, da Michael Viner´s Incredible Bongo Band, teria caído no esquecimento não fosse a apropriação da faixa “Apache”, versão de um clássico da surf music sessentista na gravação dos Shadows, pelo DJ jamaicano Kool Herc ainda na fase embrionária do movimento Hip Hop.
Ainda hoje, a santíssima trindade do ritmo e do risco, formada por Herc, Grand Master Flash e Afrika Bambataa, defende a música como a pedra fundamental da batida do rap. E, embora na época de seu lançamento “Bongo Rock” não tenha representado um sucesso arrebatador em vendas, hoje o vinil é disputado a tapas por DJs ao redor do mundo.
Mas este disco vai muito além de “Apache”, tratando-se de um dos melhores exemplares de “disco-para-balançar-as-pistas” já feito. Ao longo das oito faixas originais que compunham o álbum, todo ele instrumental, encontram-se pérolas como a versão do grupo para “In-A-Gadda-Da-Vida”, clássico proto-heavy metal (se é que isso existe) do Iron Butterfly, ou “Let There Be Drums”, famosa tanto na versão de Sandy Nelson, como na dos Ventures, num misto de groove funky, guitarras psicodélicas e percussão poderosa. É deixar rolar e a festa pegar fogo!
Mas a coisa não termina ai. Como todo clássico Cult, “Bongo Rock” possui uma história digna de um romance pulp experimental, carregado de humor e violência bizarra.
Começa quando Michael Viner, depois de perder seu emprego na campanha de Bob Kennedy, após o assassinato do congressista, muda-se para Hollywood para assumir o papel de executivo no departamento de trilhas sonoras dos filmes da MGM.
Encarregado de cuidar da trilha de um terror B intitulado “The Thing With Two Heads (1972)”, Viner decidiu reunir uma turma de músicos de estúdio para gravar duas faixas para o filme: “Bongo Rock” e “Bongolia”. Embora até ai a colaboração entre os músicos fosse temporária, limitando-se a composição e gravação das musicas do filme, a banda foi batizada Incredible Bongo Band.
O projeto, no entanto, ganhou outras proporções quando DJs passam a executar as duas primeiras gravações em pistas de casas noturnas, resultando no inesperado sucesso, como grandes hits do momento.
Viner e seus empregadores viram a possibilidade do lucro extra que poderia render a gravação de um álbum inteiro e assim foi feito.
Uma das histórias mais cômicas envolvendo o lançamento, partiu dos executivos de marketing da gravadora. Baseando-se em uma pesquisa, o departamento acabou por concluir que o público consumidor do gênero predominante na maioria das faixas jamais investiria seu dinheiro em um disco de Black Music feito por um grupo composto por muitos integrantes brancos e poucos negros. A banda concordou e a estratégia utilizada para driblar o problema foi contratar belos modelos afro para posarem nas fotos do encarte e da capa do disco, como se fossem os integrantes da banda (deve ter sido a escola dos produtores do Milli Vanilli).
Como a banda era cada vez mais requisitada para apresentações ao vivo (embora elas nunca tenham acontecido), não demoraria para a farsa ser desmascarada. O bom senso veio à tona e a arte teve de ser mudada às pressas. Somente a primeira tiragem circulou com as fotos da banda falsa. Hoje, quando aparece uma das cópias no mercado, chega a ser disputado a tapas por colecionadores.
Apesar do sucesso de execuções, na época, o disco não chegou a confirmar as expectativas de vendas. O fracasso, no entanto, tem mais a ver com falhas na distribuição e promoção do álbum do que com as teorias mercadológicas raciais dos executivos. Talvez tenha mais a ver com o fato de, apesar de requisitadas apresentações, uma turnê de promoção do lançamento nunca aconteceu. Muito provavelmente pela dificuldade de reunir o time e sintonizar a agenda dos músicos que gravaram o álbum.
É que, na verdade, a Incredible Bongo Band é uma banda de estúdio que acabou ganhando outras proporções. A cozinha era formada por Michael Viner, músicos de estúdio e uma série de baixistas e bateristas contratados, dentre os quais se destaca o baterista Jim Gordon que tocou, entre muitos outros, com nomes como Frank Zappa, Traffic, John Lennon e Eric Clapton, na fase Derek and The Dominoes. É dele a bateria da gravação original de “Layla”.
Excelente baterista, Gordon teve uma trajetória marcada pela tragédia e aqui entra a violência bizarra prometida no início do texto.
Afundando-se em drogas e dono de um histórico clínico que ia das síndromes maníaco-depressivas aos surtos psicóticos, Gordon acabou por assassinar a própria mãe a golpes de martelo. Impossível não pensar na participação dele, durante as gravações de “Imagine”, sem enxergar a carga irônica por trás de John Lennon entoando seu hino à paz e, ao fundo, o Norman Bates do rock na percussão, somente a participação de Charles Manson no Live Aid conseguiria ser mais grotesca. Gordon foi condenado pelo crime e, ainda hoje vive internado em um hospital psiquiátrico.
A Bongo Band ainda gravou um segundo disco em 1974, batizado “Return of The Incredible Bongo Band”. Tão bom quanto o primeiro e fracasso de vendas ainda maior, o disco foi último suspiro ou o epitáfio a ser gravado na lápide de uma carreira que definhava. A Bongo Band nunca retornou dos mortos, mas seu legado, no entanto, ainda vive é sentido nas pistas de dança, já que suas músicas têm sido sampleadas à exaustão por nomes do rap e música eletrônica em geral.

Ah, onde o Ringo Starr entra nessa história? Uma das lendas não confirmadas sobre o ex-Beatle é a de que seriam do narigudo algumas das percussões gravadas no primeiro álbum. Amigo de Viner e do resto dos músicos, sua presença no estúdio é confirmada durante a maioria das sessões. Mas não se sabe se teria gravado em algumas das faixas e, sendo assim, quais delas teriam sua participação.
No Feirão do Vinil você pode encontrar este e outros títulos importantes da história da musica de pista por apenas 5 reais a peça.