Category: Sertanejo


Musica Sertaneja Marca Presença no Feirão do Vinil

By Feirão do Vinil,

 

Musica Sertaneja Marca Presença no Feirão do Vinil

 

Subgênero musical tradicional brasileiro, variação da também chamada de música caipira, o termo “sertanejo” diz respeito locais distantes, cidades do interior ou do sertão, onde o termo teria surgido.

Segundo historiadores, a primeira música sertaneja teria surgido em 1929, a partir de gravações feitas pelo jornalista e escritor Cornélio Pires de “causos” e fragmentos de cantos tradicionais rurais do interior paulista, sul e triângulo mineiro, sudeste goiano e matogrosense. Pires acreditava profundamente em seu projeto, mas não teve o apoio que esperva da gravadora Columbia e decidiu lançar o trabalho por conta. Para sua surpresa, o disco foi um sucesso de vendas e praticamente deu início ao que viria a ser a musica sertaneja como a conhecemos hoje.

Assim como na música Country americana, uma gravadora que se interessou pela gravação desse trabalho foi a RCA-Victor que convidou o violeiro Mandy para montar um outro grupo intitulado Turma Caipira da Victor, nascendo uma concorrência sadia entre os dois grupos e as duas gravadoras.

Já com inúmeros adeptos e crescendo a cada ano mais e mais, na década de 20 começaram a surgir as primeiras duplas como Mariano e Caçula, Zico e Ferrinho, Sorocabinha e Mady, na maioria violeiros das turmas do Cornélio e da Víctor. Na década de 30 surge, sem dúvida, uma das mais importantes duplas sertanejas de todos os tempos (Alvarenga e Ranchinho) que além de tudo eram muito alegres e engraçados. Uma curiosidade sobre a dupla é que de tanta “descontração” foram presos pelo governo de Getúlio Vargas. E muitas outras duplas formaram-se, algumas trazendo a tristeza do sertanejo no peito, outras mostrando o lado alegre do caipira, etc.

No Ano de 1939 a dupla Raul Torres e Serrinha inovaram introduzindo na música sertaneja o violão. Mais para frente Raul Torres e Serrinha inovaram novamente criando o primeiro programa de rádio dedicado à música sertaneja, transmitido pela Rádio Record, com a participação de José Rielli, o programa chamava-se Três Batutas do Sertão.

Surgiram vários nomes importantes da música sertaneja e o movimento que até então era apenas do eixo São Paulo-Minas Gerais passou a se expandir por todo o país, nascendo influências regionais como as do Rio Grande do Sul, Goiás, Pernambuco (Estado de Raul Torres), Mato Grosso, etc.

De lá pra cá, a gênero evoluiu e desenvolveu diversas subdivisões, revelando grandes vendedores de discos como Milinário e José Rico, Chitãozinho e Xororó, Christian e Ralf, Leandro e Leonardo, Zezé Di Camargo e Luciano e por ai vai.

O Feirão do Vinil possui uma vasta coleção de títulos, reunindo praticamente tudo o que se foi feito dentro na musica sertaneja até os dias de hoje. Tudo a 5 reais cada.

 

Feirão do Vinil – Esquina Cultural

Rua Quintino Bocaiuva, 309 – Sé

Tel. 3105-6714

 

 

Conde e Drácula – Sertanejo no Feirão do Vinil

By Feirão do Vinil,

 

Conde e Drácula

 

Poderia ser num universo paralelo onde Inezita Barroso discotecava no porão do Madame Satã uma set list que ia de Christian Death a Christian e Ralf, mas foi aqui mesmo, na mesma realidade em que estamos que numa noite sombria de 1974, saiu o disco da dupla sertaneja mais gótica da MPB. Seu nome: Conde & Drácula.

Com a sonoridade típica dos mestres violeiros que entoavam canções de amor, dor de cotovelo, tragédias de estradas na dura profissão de caminhoneiro da época, a dupla, no entanto, se destacava por escolher temas nunca antes explorados pelo universo sertanejo. Travestidos como o personagem de Bram Stoker de quem tomaram o nome emprestado, inspiravam-se no universo sombrio dos contos de terror de Lovecraft e Poe. Inclusive, gravaram uma excelente adaptação roceira do clássico poema “O Corvo”, que aparece no único álbum gravado pela dupla, assim como outros petardos como: “A noite dos Vampiros”, “Véu de Noiva” e “Bruxa Feiticeira”.

Disco para guardar e não emprestar a ninguém. Afinal, não tem como não gostar de quem RIMA QUIABO COM DIABO!

Promoção do Feirão do Vinil dá descontos e oferece discos a 2 reais.

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Promoção do Feirão do Vinil dá descontos e oferece discos a 2 reais.

 

Deu a louca no Feirão do Vinil! Além de oferecer álbuns e compactos de vinil, CDs, DVDs e outros formatos, mesmo raros e importados, a apenas 5 reais a peça, a loja agora também está promovendo uma série de descontos e promoções.

Agora, a cada 40 reais em compra os clientes da loja ganham um desconto de 5 reais, que o comprador pode investir na aquisição de mais um vinil, CD ou DVD, enriquecendo ainda mais sua coleção.

Mas não é só isso. O Feirão do Vinil também acaba de inaugurar uma seção de discos em promoção a 2 reais a peça.

Imperdível para colecionadores e aficionados por música.

 

Feirão do Vinil – Esquina Cultural

Rua Quintino Bocaiuva, 309 – Sé

Tel. 3105-6714

Léo Canhoto e Robertinho

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Léo Canhoto e Robertinho

 

Também conhecidos como “Os Hippies do Mundo Sertanejo”, a dupla Léo Canhoto e Robertinho foi formada em Goiânia no ano de 1968. Fizeram muito sucesso nas décadas que se seguiram com canções inesquecíveis como “Apartamento 37”, “O Último Julgamento”, “Meu Velho Pai”, “A Gaivota” e “Meu Palco Caiu”, entre outras. Mas foi com um formato totalmente original de distinguível dentro do segmento da musica sertaneja brasileira que se tornaram uma história à parte.

Inspirados por filmes de Faoeste e Western Spaguetti ou Bang-bang à Italiana, durante a década de 70 a dupla gravou uma séria de faixas que, mais do que canções, funcionavam também como roteiro de tramas violentas protagonizadas por personagens como Roque Bravo, Xerife Lobo Negro, O Homem Mau (“Mau, mesmo!”), Delega Jaracoçu e outros. Era quase como uma versão sertaneja do Samba de Breque de Moreira da Silva, estreladas por seu personagem Kid Morengueira (que será tema de um outro artigo aqui, logo mais).

As canções possuíam diálogos, sonoplastias e contavam sobre facínoras do velho oeste que chegavam para tirar o sossego de cidades tranqüilas, Xerifes corajosos que os combatiam, lutas de salão, valentões em busca de briga e tudo sempre terminava com um bom tiroteio e uma certa dose de humor. Como é de lei numa boa trama de Mocinhos e Bandidos.

A dupla chegou a estrear o clássico do Western Feijoada – subgênero, dentro do universo do cinema marginal brasileiro –, “Chumbo Quente” (1977).

A discografia de Léo Canhoto e Robertinho está entre as raridades disponíveis para aquisição no Feirão do Vinil. Tudo por 5 reais a peça.