Category: Popular


Jelly Roll Morton – Jazz no Feirão do Vinil

By Feirão do Vinil,

 

 

Jelly Roll Morton – Jazz no Feirão do Vinil

 

Ferdinand Joseph LaMothe, o grande Jelly Roll Morton, decidiu trabalhar como cafetão aos 16 anos. Arranjou emprego em um prostíbulo popular de New Orleans, graças ao seu talento no manejo de dois instrumentos: a navalha e o piano.

Gostava de botar banca de que o Jazz seria uma invenção totalmente sua. É claro que, nem mesmo ele, acreditava nisso. Todo gênero popular nasce de diversas experiências, junções e se desenvolve através de um processo de criação coletiva. No caso do Jazz, Jelly Roll é, certamente, um dos muitos pais do gênero, não seu criador!

Mas Jelly Roll estava lá e sabia como ninguém contar a história. Jass era escrito com “S”, pois nasceu nos ambientes freqüentados por marginais e prostitutas. O “J” é de jasmim, o perfume preferido das damas da noite e ASS é exatamente o que você está pensando, segundo o próprio em mais de um depoimento. Segundo ele e outros dos primeiros músicos do gênero, a grafia com “Z” foi coisa dos brancos para afastar a conotação sexual.

Mesmo depois de alcançar respeito e dar início a uma carreira com a ascensão do gênero que ajudou a inventar, vivia se metendo em encrencas, não perdendo a oportunidade de se meter em uma briga. Não tenho dúvidas que, caso alguém lhe dissesse que o Jazz agora era branco na poesia e negro no coração, quebraria a cara do sujeito!

Jelly Roll Morton e outros imortais do Jazz estão no Feirão do Vinil em LPs, compactos, CD e todos os demais formatos. Tudo dentro da promoção de 5 reais a peça e descontos em compras a partir de 40 reais.

Sérgio Sampaio e os 45 anos de “Meu Bloco na Rua”.

By Feirão do Vinil,

 

Sérgio Sampaio e os 45 anos de “Meu Bloco na Rua”.

 

Ano passado foi comemorado os 45 anos do lançamento de Eu quero é botar meu bloco na rua. Lançada em 1972, a marcha-rancho tomou o país ao ser apresentada no VI Festival Internacional da Canção e veio a ser o sucesso arrebatador do carnaval do ano seguinte, dando título também ao álbum de mesmo nome lançado em sequencia, vindo a se tornar um marco na história da musica popular brasileira e também na trajetória de seu compositor e intérprete, o músico capixaba Sérgio Sampaio.


Compositor e interprete, dono de uma biografia tão intensa quanto a qualidade suas criações, Sérgio Sampaio brilhou entre as grandes estrelas do MPB durante os anos de 1970 e, até sua morte em 1994, sua carreira passou por altos e baixos – o que não se pode dizer da qualidade de suas composições, que só vieram a crescer –, resultando na concepção de uma obra que reúne álbuns clássicos como Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua (1973), Tem que acontecer (1976), Sinceramente (1981) e outros que entraram para a história de nossa musica. Também gravou Sociedade Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10 (1971), ao lado de Raul Seixas, Edy Star e Miriam Batucada.


Durante sua trajetória, o músico ganhou a admiração e o respeito de uma infinidade de nomes de seu meio, devido à grandiosidade de suas composições e intensidade de sua poesia. Raul Seixas, Wally Salomão, Elba Ramalho, Zeca Baleiro e Elba Ramalho são apenas alguns dos nomes que deixaram claro sua paixão pela obra do capixaba, para ficarmos em apenas alguns.

O mais impressionante é que, desde então, o poder de encantar de suas composições só veio a crescer, contribuindo para que o músico esteja hoje entre alguns dos nomes mais respeitados pelas novas gerações, dentre os músicos de sua época.

Promoção do Feirão do Vinil dá descontos e oferece discos a 2 reais.

By Feirão do Vinil,

 

 

Promoção do Feirão do Vinil dá descontos e oferece discos a 2 reais.

 

Deu a louca no Feirão do Vinil! Além de oferecer álbuns e compactos de vinil, CDs, DVDs e outros formatos, mesmo raros e importados, a apenas 5 reais a peça, a loja agora também está promovendo uma série de descontos e promoções.

Agora, a cada 40 reais em compra os clientes da loja ganham um desconto de 5 reais, que o comprador pode investir na aquisição de mais um vinil, CD ou DVD, enriquecendo ainda mais sua coleção.

Mas não é só isso. O Feirão do Vinil também acaba de inaugurar uma seção de discos em promoção a 2 reais a peça.

Imperdível para colecionadores e aficionados por música.

 

Feirão do Vinil – Esquina Cultural

Rua Quintino Bocaiuva, 309 – Sé

Tel. 3105-6714

O Fino do Brega

By Feirão do Vinil,

O Fino do Brega

Subgênero que divide opiniões dentro do universo da musica popular brasileira, a musica dita brega teve várias fases do início do século vinte pra cá e parece distante de perder sua longevidade. O termo, segundo alguns especialistas teria surgido em prostíbulos nordestinos e designaria a musica popular de versos fáceis, melodias simples e letras com temática ingênua e extremamente popular que pode abordar da traição conjugal, a viuvez, o alcoolismo, a morte de um ente querido e até o assassinato por vingança.
As origens do gênero remetem aos anos 30 de Vicente Celestino e suas trágicas canções em forma de opereta: O Ébrio (música-tema do torturado filme estrelado por ele e dirigido por sua mulher, Gilda de Abreu) e Coração Materno (gravada por Caetano Veloso no auge da Tropicália, pouco tempo antes da morte de Vicente).
Tal estética seguiria nos anos vindouros, através do samba-canção e do bolero, revelando novos nomes e grande sucessos de artistas como Orlando Dias (viúvo que desafogava a emoção no palco, acenando com o lenço branco para o público), Silvinho (de Esta Noite Eu Queria que o Mundo Acabasse e Mulher Governanta), Nelson Gonçalves (A Volta do Boêmio), Anísio Silva, Altemar Dutra (abastecido pela dupla de compositores Jair Amorim e Evaldo Gouveia, de Que Queres Tu de Mim?), Waldick Soriano, (Eu Não Sou Cachorro Não), Adilson Ramos (Sonhar Contigo), Agnaldo Timóteo, Nelson Ned, Agnaldo Rayol e Lindomar Castilho. Mesmo Teixeirinha, cantor e compositor dedicado à música tradicional gaúcha, obteve sua inscrição nesse clube ao gravar em 1960 a dramática Coração de Luto, uma narração da morte da sua progenitora.
Com o sucesso da Jovem Guarda nos anos 60 a musica brega ganhou nova roupagem pelas levadas de guitarra e as letras de romantismo primário, músicos de todo o país resolveram embarcar naquela onda. Em Recife, apareceu Reginaldo Rossi, líder da banda The Silver Jets, com a qual chegou a participar de alguns programas da Jovem Guarda. Seu primeiro sucesso em carreira solo foi O Pão, que abriu caminho para uma série de outras músicas com estilo muito próprio, que o tornaram um dos artistas mais populares do Nordeste a partir do começo dos anos 70: Mon Amour Meu Bem, Ma Femme (que teve mais de 50 regravações), a A Raposa e as Uvas e O Rock Vai Voltar, entre outras. Rossi tornou-se o contraponto nordestino para Roberto Carlos, apropriando-se do título do companheiro de movimento: Rei. No fim dos anos 90, sua Garçon, clássico da música de corno, transformou-o subitamente em sensação no Sudeste, ajudando a detonar uma onda de reavaliação do brega, com direito inclusive a um disco-tributo pela geração roqueira do mangue beat: Reginaldo Rossi (1999).
Seguindo Reginaldo Rossi, outros cantores passaram a disputar a atenção do público de classes sociais menos abastadas no começo dos anos 70. Em especial, Odair José, de canções como Pare de Tomar a Pílula e Eu Vou Tirar Você Desse Lugar, que chegou a cantar em dueto com Caetano Veloso no festival Phono 73. Tematizando as alegrias e tragédias de uma população de migrantes nordestinos, outros artistas como Amado Batista (O Lixeiro e a Empregada, O Acidente), Fernando Mendes (Cadeira de Rodas), Evaldo Braga (Sorria, Sorria) e Almir Rogério (Fuscão Preto) também garantiram grandes vendagens de discos. Uma versão mais moderna do que viria a ser considerada como brega daria as caras na segunda metade dos anos 70, capitaneada por Sidney Magal (de Sandra Rosa Madalena e O Meu Sangue Ferve por Você) e Gretchen (Melô do Piripipi, Conga La Conga). No lugar do embalo da Jovem Guarda, entrou a influência da discoteque e do pop dançante em voga da época, com uma grande ênfase em danças e gestos sensuais (no limite do vulgar, diriam alguns). O romantismo e seus arroubos também seguiram em alta, em trabalhos como o da paraguaia Perla (que vertia para o português canções do grupo sueco Abba) e a dupla Jane & Herondi.
O Feirão do Vinil conta com um acervo gigantesco de LPs e Compactos, muitos dele raros, de praticamente todos os artistas e todas as fases do brega.