Category: Fita K7


Adoniran Barbosa e os Demônios da Garoa no Feirão do Vinil

By Feirão do Vinil,

 

Adoniran Barbosa e os Demônios da Garoa no Feirão do Vinil

 

Quando certa vez um poeta vaticinou que São Paulo era o túmulo do samba, certamente, não devia estar se referindo a Adoniran Barbosa e seus parceiros dos Demônios da Garoa. Compositor da realidade urbana da cidade de São Paulo, do dia a dia das comunidades de imigrantes italianos, da noite dos becos e botecos do centro, escreveu clássicos inquestionáveis do samba paulistano como “Saudosa Maloca”, “Trem das Onze”, “Samba do Arnesto”, “Malvina”, “Joga a Chave”, “Tiro ao Álvaro”, “As Mariposas”, “Despejo na Favela” e uma dezena de outros sucessos cujos versos estão impressos não só na memória dos paulistanos como também de todo o Brasil.

Nascido em Valinhos, interior de São Paulo, filho de imigrantes italianos, ainda jovem mudou-se com a família para Jundiaí e depois Santo André, na grande São Paulo, onde começa a trabalhar para ajudar a família. Com 22 anos vai para São Paulo onde se emprega como vendedor de tecidos.

Na capital paulista participou de programas de calouros no rádio. Seu nome verdadeiro é João Rubinato, mas adota o pseudônimo de Adoniran Barbosa. Adoniran, nome de seu melhor amigo e Barbosa em homenagem ao cantor Luís Barbosa, seu ídolo. Em 1934, com a marcha “Dona Boa”, feita em parceria com J. Aimberê, conquista o primeiro lugar no concurso carnavalesco promovido pela prefeitura de São Paulo.

Em 1941 é convidado para atuar na Rádio Record, onde trabalhou por mais de trinta anos como ator cômico, discotecário e locutor. Em 1955 compõe o primeiro sucesso, “Saudosa Maloca” (1951), gravado pelo conjunto Demônios da Garoa. Em seguida lança outras músicas, como “Samba do Arnesto” (1953), “Abrigo de Vagabundo” (1959) e a famosa “Trem das Onze” (1964).

Em suas obras, retrata o cotidiano das camadas pobres da população urbana e as mudanças causadas pelo progresso. Para isso, faz uso da maneira de falar dos moradores de origem italiana de alguns bairros paulistanos, como Barra Funda e Brás. Uma de suas últimas composições foi “Tiro ao Álvaro”, gravada por Elis Regina em 1980.

Adoniran Barbosa, Paulo Vanzolini e os Demônios da Garoa contradizem o poeta. São Paulo não é o túmulo do samba e, para quem duvida, o Feirão do Vinil oferece as obras completas de Adoniran e dos Demônios da Garoa, além de outros compositores paulistanos, em vinil, CD e K7.

 

Feirão do Vinil

Endereço Rua Quintino Bocaiúva, 309 – Sé

São Paulo – SP

Tel.: (11) 3105-6714

 

1986 o ano da maturidade do Rock no Brasil

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1986 o ano da maturidade do Rock no Brasil

 

A história do Rock no Brasil possui várias fases, que aos poucos estamos abordando aqui, mas, de seu surgimento ainda tímido no fim dos anos 1950 e até os nossos dias, é consenso geral que o ano de 1986 foi emblemático, como o ano em que o gênero atingiu a maturidade.

Depois da consagração como gênero de sucesso mercadológico e radiofônico nos primeiros anos da década de 80 e a coroação durante o primeiro Rock in Rio, no ano anterior, foi no ano de 1986 que alguns dos mais emblemáticos artistas do gênero marcaram território, criando alguns dos álbuns hoje considerados entre os mais importantes, não só do gênero, como também da História da MPB.

 

Foi em 1986 que saiu o segundo e, ainda hoje, considerado o melhor disco da Legião Urbana; foi também o ano da estréia da Plebe Rude com o excelente O Concreto Já Rachou; também saiu o segundo e clássico álbum do Ira!, Vivendo e não aprendendo; além de Cabeça Dinossauro, disco que transformou os Titãs em uma das mais importantes bandas do rock brasileiro.

1986 também marca a maturidade do cenário independente brasileiro, com selos como Aratos Afins e outros revelando um catálogo de novas e ousadas bandas como Smack, Fellini, Violeta de Outono e outras das quais falaremos em futuros artigos.

O Feirão do Vinil possui não só os clássicos citados acima, em Vinil, CD, K-7 e outros formatos, como também outros clássicos do rock de 1986 e dos anos precedentes e seguintes. Tudo a 5 reais cada cópia.

 

Feirão do Vinil

Endereço Rua Quintino Bocaiúva, 309 – Sé

São Paulo – SP

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Sérgio Sampaio e os 45 anos de “Meu Bloco na Rua”.

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Sérgio Sampaio e os 45 anos de “Meu Bloco na Rua”.

 

Ano passado foi comemorado os 45 anos do lançamento de Eu quero é botar meu bloco na rua. Lançada em 1972, a marcha-rancho tomou o país ao ser apresentada no VI Festival Internacional da Canção e veio a ser o sucesso arrebatador do carnaval do ano seguinte, dando título também ao álbum de mesmo nome lançado em sequencia, vindo a se tornar um marco na história da musica popular brasileira e também na trajetória de seu compositor e intérprete, o músico capixaba Sérgio Sampaio.


Compositor e interprete, dono de uma biografia tão intensa quanto a qualidade suas criações, Sérgio Sampaio brilhou entre as grandes estrelas do MPB durante os anos de 1970 e, até sua morte em 1994, sua carreira passou por altos e baixos – o que não se pode dizer da qualidade de suas composições, que só vieram a crescer –, resultando na concepção de uma obra que reúne álbuns clássicos como Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua (1973), Tem que acontecer (1976), Sinceramente (1981) e outros que entraram para a história de nossa musica. Também gravou Sociedade Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10 (1971), ao lado de Raul Seixas, Edy Star e Miriam Batucada.


Durante sua trajetória, o músico ganhou a admiração e o respeito de uma infinidade de nomes de seu meio, devido à grandiosidade de suas composições e intensidade de sua poesia. Raul Seixas, Wally Salomão, Elba Ramalho, Zeca Baleiro e Elba Ramalho são apenas alguns dos nomes que deixaram claro sua paixão pela obra do capixaba, para ficarmos em apenas alguns.

O mais impressionante é que, desde então, o poder de encantar de suas composições só veio a crescer, contribuindo para que o músico esteja hoje entre alguns dos nomes mais respeitados pelas novas gerações, dentre os músicos de sua época.

Musas da MPB no Feirão do Vinil

By Feirão do Vinil,

 

Musas da MPB – Primeira Parte

 

A música popular brasileira sempre foi riquíssima de compositoras e interpretes femininas. De Chiquinha Gonzaga a Anita – e aqui, é preciso entender que não há a intenção de comparar as obras das artistas citadas ou mesmo a importância, qualidade ou qualquer outra característica que, muitas vezes, está mais relacionada ao gosto e opinião de quem ouve a musica do que qualquer outra coisa –, o número de mulheres que deram sua contribuição na construção de um patrimônio musical (pop)ular nacional é enorme.

São tantos os nomes, são tantos os gêneros e tantas as vozes que é praticamente impossível falar sobre as musas da MPB num único artigo. Portanto, este é apenas o primeiro dos muitos textos sobre o tema que iremos disponibilizar aqui.

Para dar início à série em grande estilo, escolhemos Maria Bethânia, Elis Regina e Gal Costa, três das mais importantes cantoras surgidas na década de 1960; as três com trajetórias, características, estilos, vozes e performances interpretativas muito distintas, que dividiram os palcos num mesmo período, cada uma delas desempenhando seu papel – como artistas e também protagonistas de um período histórico conturbado –, transbordando talento, originalidade e, porque não dizer, muita coragem.

Maria Bethânia – Baiana de Santo Amaro, Bethânia teve seu despertar artístico impulsionado quando ainda era muito jovem, influenciada pelo teatro e pela poesia, quando ainda vivia em sua cidade natal. Mas foi em 1965, quando se mudou para o Rio de Janeiro, que sua carreira musical realmente começou. A princípio, apenas como substituta da cantora Nara Leão no espetáculo Opinião. Sua capacidade interpretativa e voz inigualável, ao interpretar as canções do repertório, foram o bastante para que seu nome logo ganhasse a atenção da crítica e público e, no mesmo ano, assinou contrato com a gravadora RCA, lançando seu homônimo álbum de estréia.

Dona de uma discografia – todos disponíveis no Feirão do Vinil – e protagonista de shows inesquecíveis, Maria Bethânia já vendeu mais de 26 milhões de discos, durante uma carreira que ultrapassa cinco décadas, sempre citada entre as maiores interpretes brasileiras.

Elis Regina – Muitas vezes citada como uma das – senão “a” maior – maiores cantoras que o Brasil já produziu, Elis Regina nasceu em Porto Alegre e ganhou notoriedade nacional ao se mudar para o eixo Rio-São Paulo, cantando em pequenos palcos de bares e restaurantes, chamando a atenção de compositores, produtores e diretores musicais e televisivos que freqüentavam os locais.

Talvez a mais cultuadas das interpretes femininas brasileira, mais do que sua morte prematura em 1980, o culto à Elis Regina vem de seu imenso talento e versatilidade, que a fez ser comparada – não sem razão – a nomes como Ella Fitzgerald, Billie Holliday e Sarah Vaughan. Foi musa da Bossa Nova, da Canção de Protesto e até da reabertura política (sua gravação de “O Bêbado e o Equilibrista” é até hoje visto como hino da redemocratização do país), além de dar oportunidade e revelar jovens compositores e interpretes, como os mineiros do Clube da Esquina e Milton Nascimento, para ficarmos em apenas alguns.

Gal Costa – Natural de Salvador, Gal Costa despontou como parte do grupo baiano, liderado por Caetano Veloso e Gilberto Gil, nos anos 1960. Tendo como mentor e principal influência João Gilberto e a bossa nova como gênero escolhido para dar início a sua carreira musical, tornou-se musa definitiva da Tropicália e do Desbunde Contracultural brasileiro da década de 70.

Sua voz marcante, que vai da leveza quase sussurrada ao grito visceral, capacitando-a de interpretar desde sambas e bossa nova até o mais estridente e lamentoso blues, se tornou marca registrada de uma época. Mas foi também a ousadia, atitude e versatilidade, expressas nas suas apresentações ao vivo e, principalmente em álbuns como “Fa-Tal” que a tornaram uma das mais festejadas estrelas de nossa música.

O Feirão do Vinil possui em seu acervo todos os discos (vinil ou CD) das musas da MPB – incluindo raridades, como o raro compacto de Gal Costa interpretando “70 neles”, marcha em apoio à Seleção Brasileira na Copa de 1986, sucesso do carnaval daquele ano.

 

Promoção do Feirão do Vinil dá descontos e oferece discos a 2 reais.

By Feirão do Vinil,

 

 

Promoção do Feirão do Vinil dá descontos e oferece discos a 2 reais.

 

Deu a louca no Feirão do Vinil! Além de oferecer álbuns e compactos de vinil, CDs, DVDs e outros formatos, mesmo raros e importados, a apenas 5 reais a peça, a loja agora também está promovendo uma série de descontos e promoções.

Agora, a cada 40 reais em compra os clientes da loja ganham um desconto de 5 reais, que o comprador pode investir na aquisição de mais um vinil, CD ou DVD, enriquecendo ainda mais sua coleção.

Mas não é só isso. O Feirão do Vinil também acaba de inaugurar uma seção de discos em promoção a 2 reais a peça.

Imperdível para colecionadores e aficionados por música.

 

Feirão do Vinil – Esquina Cultural

Rua Quintino Bocaiuva, 309 – Sé

Tel. 3105-6714

Hip Hop e Rap Nacional no Feirão do Vinil

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30 anos de São Bento – Estação primeira do Movimento Hip Hop brasileiro

 

Há 30 anos anos começavam a acontecer as primeiras manifestações que dariam origem ao Movimento Hip Hop brasileiro na Estação São Bento do metrô.

Atualmente o Movimento Hip Hop costuma ser celebrado como uma das principais manifestações sócio-culturais das periferias brasileiras, ultrapassando os limites de classes sociais e emprestando sua estética à moda, ao cinema e à televisão, culminando em números de vendas de CDs impressionantes, principalmente se levarmos em conta que a maioria de seus artistas costuma gravar por pequenos selos. Hoje, pode-se dizer que muito do que de melhor foi feito na renovação da MPB do inicio dos anos 1990 até hoje, tem alguma coisa a ver com o hip hop. Poucos sabem, porém, que há vinte anos, quando importado dos Estados Unidos o movimento aportou no Brasil, a história não era bem essa.

As primeiras manifestações que deram origem ao que hoje é o Movimento Hip Hop brasileiro tiveram na Estação São Bento do metrô de São Paulo seu epicentro. Foi lá que, entre 1985 e 1986, um grupo de garotos impressionados pelo break dancing e integrantes de algumas das primeiras e mais importantes equipes de break do país começaram a se encontrar para promover rachas da dança. A escolha do local deu-se por que o piso da estação funcionava perfeitamente como pista de dança e possuía espaço o suficiente para que os b-boys e b-girls pudessem mostrar suas coreografias. A principio, a turma do break conseguia dançar a vontade sem ser incomodada, inclusive utilizando a eletricidade do local para ligar seus aparelhos de som. Com o passar do tempo, no entanto, alguns seguranças da estação passaram a proibi-los de utilizar as tomadas na esperança de expulsar os dançarinos do local. Mal sabiam que com aquela atitude acabavam de dar o primeiro passo para que começassem a surgir os primeiros raps brasileiros. Como não era possível dançar sem música, os garotos se viram num dilema, pois não queriam abandonar aquele local que oferecia uma pista perfeita. A solução veio de Altair Gonçalves, hoje mais conhecido como Thaíde e na época integrante da Back Spin Crew, clássica equipe de break nacional e a primeira a freqüentar a São Bento. Altair, fã do repente nordestino e que naquele momento já começava a produzir algumas rimas em cima de bases de artistas de rap americanos, propôs ao grupo criar bases improvisadas nas latas de lixo da estação, sobre as quais mandaria suas rimas. A solução foi um sucesso e em pouco tempo outros rimadores uniram-se à trupe.

Não demorou muito para que jornalistas em busca de pautas percebessem o aglomerado de pessoas que ali se reuniam para assistir as apresentações dos garotos e matérias começassem a pipocar em jornais, revistas e televisão. Em 1989, a gravadora Eldorado sairia na frente lançando a coletânea Hip hop cultura de rua, composta exclusivamente de grupos de rap surgidos na São Bento. Com o sucesso da música Corpo Fechado, composta e gravada pela dupla Thaíde e DJ Hum, o disco acabou vendendo cerca de 60.000 copias, marca expressiva para a época, e confirmou que o rap brasileiro havia chegado para ficar. A partir daí a historia é bem conhecida e passa por nomes como Racionais MCs, Pavilhão 9, RZO, DMN e MV Bill entre outros.

O Feirão do Vinil conta com uma infinidade de títulos do hip hop e rap brasileiro. Todos em ótimo estado e a 5 reais cada.

 

O Revival das fitas K7 no Feirão do Vinil

By Feirão do Vinil,

 

 

O Revival das fitas K7 no Feirão do Vinil

 

Quem tem 30 anos ou mais ainda deve se lembrar do prazer que era gravar uma compilação de suas canções prediletas para ouvir no caminho do trabalho, escola, faculdade ou, mais ainda, presentear alguém, numa fita K7. Muito antes dos meios digitais de compactar musicas em mp3 e dos gadgets e smartphones com capacidade de guardar toda uma discoteca, era através das famosas fitinhas – para ouvir no toca-fitas do carro ou em com seus fones de ouvido, ligados a um walkman – que se encontrava a maneira de ouvir musica com mobilidade, fora de casa.

A fita cassete ou compact cassette é um padrão de fita magnética para gravação de áudio lançado oficialmente em 1963, invenção da empresa holandesa Philips. Também é abreviado como K7.

O cassete era constituído basicamente por 2 carretéis, a fita magnética e todo o mecanismo de movimento da fita alojados em uma caixa plástica, isto facilitava o manuseio e a utilização permitindo que a fita fosse colocada ou retirada em qualquer ponto da reprodução ou gravação sem a necessidade de ser rebobinada como as fitas de rolo. Com um tamanho de 10 cm x 7 cm, a caixa plástica permitia uma enorme economia de espaço e um excelente manuseio em relação às fitas tradicionais.

O audiocassete ou fita cassete foi uma revolução difundindo tremendamente a possibilidade de se gravar e se reproduzir som. No início, a pequena largura da fita e a velocidade reduzida (para permitir uma duração de pelo menos 30 minutos por lado) comprometiam a qualidade do som, mas recursos tecnológicos foram sendo incorporados ao longo do tempo tornando a qualidade bastante razoável. Recursos como: novas camadas magnéticas (Low Noise, Cromo, Ferro Puro e Metal), cabeças de gravação e reprodução de melhor qualidade nos aparelhos e filtros (Dolby Noise Reduction) para redução de ruídos.

Os primeiros gravadores com áudio cassete da Philips já eram portáteis, mas no final dos anos 70 com a invenção do walkman pela Sony, um reprodutor cassete super compacto de bolso com fones de ouvido, houve a explosão do som individual.

Talvez por conta do momento revisionista em que vivemos. Talvez por influência da cultura pop – Peter Quill, personagem da série Os Guardiões da Galáxia da Marvel fazendo muito sucesso nos cinemas –, certo que nos últimos anos, as saudosas fitas k7 vem sendo resgatadas por muita gente e adquirindo mais adeptos a sua legião de colecionadores fiéis.

Para os fãs das famosas fitas k7, o Feirão do vinil possui uma vasta galeria de fitas dos mais variados artistas e gêneros. Para eles e também para os que querem entrar no universo dos colecionadores de k7, comunidade que só cresce em todo o mundo, uma passada em nossa loja é indispensável.