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Sérgio Sampaio e os 45 anos de “Meu Bloco na Rua”.

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Sérgio Sampaio e os 45 anos de “Meu Bloco na Rua”.

 

Ano passado foi comemorado os 45 anos do lançamento de Eu quero é botar meu bloco na rua. Lançada em 1972, a marcha-rancho tomou o país ao ser apresentada no VI Festival Internacional da Canção e veio a ser o sucesso arrebatador do carnaval do ano seguinte, dando título também ao álbum de mesmo nome lançado em sequencia, vindo a se tornar um marco na história da musica popular brasileira e também na trajetória de seu compositor e intérprete, o músico capixaba Sérgio Sampaio.


Compositor e interprete, dono de uma biografia tão intensa quanto a qualidade suas criações, Sérgio Sampaio brilhou entre as grandes estrelas do MPB durante os anos de 1970 e, até sua morte em 1994, sua carreira passou por altos e baixos – o que não se pode dizer da qualidade de suas composições, que só vieram a crescer –, resultando na concepção de uma obra que reúne álbuns clássicos como Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua (1973), Tem que acontecer (1976), Sinceramente (1981) e outros que entraram para a história de nossa musica. Também gravou Sociedade Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10 (1971), ao lado de Raul Seixas, Edy Star e Miriam Batucada.


Durante sua trajetória, o músico ganhou a admiração e o respeito de uma infinidade de nomes de seu meio, devido à grandiosidade de suas composições e intensidade de sua poesia. Raul Seixas, Wally Salomão, Elba Ramalho, Zeca Baleiro e Elba Ramalho são apenas alguns dos nomes que deixaram claro sua paixão pela obra do capixaba, para ficarmos em apenas alguns.

O mais impressionante é que, desde então, o poder de encantar de suas composições só veio a crescer, contribuindo para que o músico esteja hoje entre alguns dos nomes mais respeitados pelas novas gerações, dentre os músicos de sua época.

Musas da MPB no Feirão do Vinil

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Musas da MPB – Primeira Parte

 

A música popular brasileira sempre foi riquíssima de compositoras e interpretes femininas. De Chiquinha Gonzaga a Anita – e aqui, é preciso entender que não há a intenção de comparar as obras das artistas citadas ou mesmo a importância, qualidade ou qualquer outra característica que, muitas vezes, está mais relacionada ao gosto e opinião de quem ouve a musica do que qualquer outra coisa –, o número de mulheres que deram sua contribuição na construção de um patrimônio musical (pop)ular nacional é enorme.

São tantos os nomes, são tantos os gêneros e tantas as vozes que é praticamente impossível falar sobre as musas da MPB num único artigo. Portanto, este é apenas o primeiro dos muitos textos sobre o tema que iremos disponibilizar aqui.

Para dar início à série em grande estilo, escolhemos Maria Bethânia, Elis Regina e Gal Costa, três das mais importantes cantoras surgidas na década de 1960; as três com trajetórias, características, estilos, vozes e performances interpretativas muito distintas, que dividiram os palcos num mesmo período, cada uma delas desempenhando seu papel – como artistas e também protagonistas de um período histórico conturbado –, transbordando talento, originalidade e, porque não dizer, muita coragem.

Maria Bethânia – Baiana de Santo Amaro, Bethânia teve seu despertar artístico impulsionado quando ainda era muito jovem, influenciada pelo teatro e pela poesia, quando ainda vivia em sua cidade natal. Mas foi em 1965, quando se mudou para o Rio de Janeiro, que sua carreira musical realmente começou. A princípio, apenas como substituta da cantora Nara Leão no espetáculo Opinião. Sua capacidade interpretativa e voz inigualável, ao interpretar as canções do repertório, foram o bastante para que seu nome logo ganhasse a atenção da crítica e público e, no mesmo ano, assinou contrato com a gravadora RCA, lançando seu homônimo álbum de estréia.

Dona de uma discografia – todos disponíveis no Feirão do Vinil – e protagonista de shows inesquecíveis, Maria Bethânia já vendeu mais de 26 milhões de discos, durante uma carreira que ultrapassa cinco décadas, sempre citada entre as maiores interpretes brasileiras.

Elis Regina – Muitas vezes citada como uma das – senão “a” maior – maiores cantoras que o Brasil já produziu, Elis Regina nasceu em Porto Alegre e ganhou notoriedade nacional ao se mudar para o eixo Rio-São Paulo, cantando em pequenos palcos de bares e restaurantes, chamando a atenção de compositores, produtores e diretores musicais e televisivos que freqüentavam os locais.

Talvez a mais cultuadas das interpretes femininas brasileira, mais do que sua morte prematura em 1980, o culto à Elis Regina vem de seu imenso talento e versatilidade, que a fez ser comparada – não sem razão – a nomes como Ella Fitzgerald, Billie Holliday e Sarah Vaughan. Foi musa da Bossa Nova, da Canção de Protesto e até da reabertura política (sua gravação de “O Bêbado e o Equilibrista” é até hoje visto como hino da redemocratização do país), além de dar oportunidade e revelar jovens compositores e interpretes, como os mineiros do Clube da Esquina e Milton Nascimento, para ficarmos em apenas alguns.

Gal Costa – Natural de Salvador, Gal Costa despontou como parte do grupo baiano, liderado por Caetano Veloso e Gilberto Gil, nos anos 1960. Tendo como mentor e principal influência João Gilberto e a bossa nova como gênero escolhido para dar início a sua carreira musical, tornou-se musa definitiva da Tropicália e do Desbunde Contracultural brasileiro da década de 70.

Sua voz marcante, que vai da leveza quase sussurrada ao grito visceral, capacitando-a de interpretar desde sambas e bossa nova até o mais estridente e lamentoso blues, se tornou marca registrada de uma época. Mas foi também a ousadia, atitude e versatilidade, expressas nas suas apresentações ao vivo e, principalmente em álbuns como “Fa-Tal” que a tornaram uma das mais festejadas estrelas de nossa música.

O Feirão do Vinil possui em seu acervo todos os discos (vinil ou CD) das musas da MPB – incluindo raridades, como o raro compacto de Gal Costa interpretando “70 neles”, marcha em apoio à Seleção Brasileira na Copa de 1986, sucesso do carnaval daquele ano.

 

Promoção do Feirão do Vinil dá descontos e oferece discos a 2 reais.

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Promoção do Feirão do Vinil dá descontos e oferece discos a 2 reais.

 

Deu a louca no Feirão do Vinil! Além de oferecer álbuns e compactos de vinil, CDs, DVDs e outros formatos, mesmo raros e importados, a apenas 5 reais a peça, a loja agora também está promovendo uma série de descontos e promoções.

Agora, a cada 40 reais em compra os clientes da loja ganham um desconto de 5 reais, que o comprador pode investir na aquisição de mais um vinil, CD ou DVD, enriquecendo ainda mais sua coleção.

Mas não é só isso. O Feirão do Vinil também acaba de inaugurar uma seção de discos em promoção a 2 reais a peça.

Imperdível para colecionadores e aficionados por música.

 

Feirão do Vinil – Esquina Cultural

Rua Quintino Bocaiuva, 309 – Sé

Tel. 3105-6714

O Revival das fitas K7 no Feirão do Vinil

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O Revival das fitas K7 no Feirão do Vinil

 

Quem tem 30 anos ou mais ainda deve se lembrar do prazer que era gravar uma compilação de suas canções prediletas para ouvir no caminho do trabalho, escola, faculdade ou, mais ainda, presentear alguém, numa fita K7. Muito antes dos meios digitais de compactar musicas em mp3 e dos gadgets e smartphones com capacidade de guardar toda uma discoteca, era através das famosas fitinhas – para ouvir no toca-fitas do carro ou em com seus fones de ouvido, ligados a um walkman – que se encontrava a maneira de ouvir musica com mobilidade, fora de casa.

A fita cassete ou compact cassette é um padrão de fita magnética para gravação de áudio lançado oficialmente em 1963, invenção da empresa holandesa Philips. Também é abreviado como K7.

O cassete era constituído basicamente por 2 carretéis, a fita magnética e todo o mecanismo de movimento da fita alojados em uma caixa plástica, isto facilitava o manuseio e a utilização permitindo que a fita fosse colocada ou retirada em qualquer ponto da reprodução ou gravação sem a necessidade de ser rebobinada como as fitas de rolo. Com um tamanho de 10 cm x 7 cm, a caixa plástica permitia uma enorme economia de espaço e um excelente manuseio em relação às fitas tradicionais.

O audiocassete ou fita cassete foi uma revolução difundindo tremendamente a possibilidade de se gravar e se reproduzir som. No início, a pequena largura da fita e a velocidade reduzida (para permitir uma duração de pelo menos 30 minutos por lado) comprometiam a qualidade do som, mas recursos tecnológicos foram sendo incorporados ao longo do tempo tornando a qualidade bastante razoável. Recursos como: novas camadas magnéticas (Low Noise, Cromo, Ferro Puro e Metal), cabeças de gravação e reprodução de melhor qualidade nos aparelhos e filtros (Dolby Noise Reduction) para redução de ruídos.

Os primeiros gravadores com áudio cassete da Philips já eram portáteis, mas no final dos anos 70 com a invenção do walkman pela Sony, um reprodutor cassete super compacto de bolso com fones de ouvido, houve a explosão do som individual.

Talvez por conta do momento revisionista em que vivemos. Talvez por influência da cultura pop – Peter Quill, personagem da série Os Guardiões da Galáxia da Marvel fazendo muito sucesso nos cinemas –, certo que nos últimos anos, as saudosas fitas k7 vem sendo resgatadas por muita gente e adquirindo mais adeptos a sua legião de colecionadores fiéis.

Para os fãs das famosas fitas k7, o Feirão do vinil possui uma vasta galeria de fitas dos mais variados artistas e gêneros. Para eles e também para os que querem entrar no universo dos colecionadores de k7, comunidade que só cresce em todo o mundo, uma passada em nossa loja é indispensável.

 

 

 

Chorinho no Feirão do Vinil

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O Chorinho no Feirão do Vinil

 

O chorinho merece o título de primeiro gênero popular genuinamente brasileiro e está no DNA de quase tudo o que se convencionou chamar MPB. A origem do termo “choro” é desconhecida. Muitos dos especialistas que se debruçaram sobre o tema fornecem teorias convincentes a respeito. O folclorista, Luís da Câmara Cascudo, por exemplo, acredita que a designação deriva da palavra xolo, nome dado pelos escravos às festas que faziam nas fazendas, quando autorizados por seus patrões. Para Baptista Siqueira, o termo teria surgido da mistura do verbo chorar com o latim chorus (pequeno grupo). Já José Ramos Tinhorão acredita que o nome está relacionado com a maneira de tocar violão, com frases de contraponto nas cordas graves, dando certo tom de lamento ou choro. Como surge em um período em que a musica praticada pelo povo não era considerada digna de ser registrada, nunca saberemos a mais próxima da verdade.

Denominações a parte, certo é que o chorinho é reflexo do contexto histórico em que surge e do povo que o concebeu.

O lançamento da Editora DBA adota como fio condutor narrativo justamente a perspectiva dos acontecimentos históricos em que se deu tal processo, num diálogo entre texto e imagem. Assim como outros ritmos do jovem continente Americano, suas células embrionárias remetem ao século dezenove, período em que a maioria dos territórios do novo mundo começava a dar passos em direção à tomada das rédeas de seus próprios destinos, política e culturalmente. Em comum, todas as nações das Américas em processo de formação de suas identidades nacionais encontraram na musica a melhor forma de expressá-las.

Não existe uma fórmula ou um ponto de partida exato. Mas sabe-se que os ingredientes da sopa primordial rítmica das Américas estão na diversidade cultural – europeus, africanos, índios nativos e etc. Sendo assim, como o ragtime norte-americano, o tango argentino e uruguaio e o danzóm cubano, o choro vem da capacidade do povo local de absorver, processar e reprocessar as danças e ritmos vindos da Europa dentro do caldeirão de diversidade local e, assim, dar início a algo novo. Tais experiências caminham lado a lado com as mudanças ocorridas no então território do Império Luso-brasileiro, após a vinda da Família Real para a colônia de Portugal em 1808.

A chegada de D. João catapultou uma série de transformações estruturais e comportamentais, que colocaram a colônia portuguesa em um processo de rápido desenvolvimento. Mesmo com a abdicação do, então, monarca D. Pedro I, que retornou à Capital, deixando o príncipe regente D. Pedro II, em 1831, as mudanças não pararam. Em meados da segunda metade do século dezenove, o Brasil, mais precisamente, o Rio de Janeiro, já contava com uma vida cultural pulsante. Em meio a novos teatros, primeiras estradas de ferro, início das comunicações telegráficas, as ruas agora eram iluminadas e podia-se sair à noite, o que deu início a vida boêmia carioca. Artistas, políticos, aristocratas, jornalistas e empresários se encontravam nos restaurantes e botequins. O nascimento de uma classe média, alta e baixa, trouxe consigo o desenvolvimento de bairros como Botafogo, Flamengo, Cosme Velho e Laranjeiras. Músicos proliferavam na cena, principalmente, depois da inauguração do Conservatório Imperial de Musica em 1848. Muito respeitados entre a classe mais abastada, mas pouco remunerados por seus talentos, eram eles a ponte de ligação entre a aristocracia e o popular. A maioria residia na Cidade Nova, mais humilde, porém dentro do orçamento e agradável por reunir representantes da classe média baixa e da população mais humilde. A Cidade Nova era reduto de festas populares e é do amálgama gerado do encontro de culturas oferecido em tais eventos que surge a nova musica. Se os frutos de tais surubas culturais não possuem pai nem mãe, ou muitos pais e muitas mães, no caso do chorinho, a Cidade Nova é seu berço e é nas figuras de dois de seus ilustres residentes, Joaquim Callado e Chiquinha Gonzaga, que encontramos seus tutores.

Considerado “o pai do Choro”, o flautista e compositor carioca Joaquim Callado (1848-1880) participou ativamente da vida boêmia oitocentista no Rio de Janeiro. Autor de quase seiscentas canções, ele criou o Choro do Callado, primeiro grupo com a formação de choro, formado de violão, flauta e cavaquinho. Morador da Cidade Nova, na segunda metade do século, gozava de grande popularidade no Rio de Janeiro, tendo conquistado a admiração de D. Pedro II, que o condecorou com a Ordem da Rosa, entre outros notáveis. Sobre ele, Machado de Assis escreveu: “Eu já ouvi o rouxinol. Eu já ouvi o Callado”. Uma de suas composições, A Flor Amorosa, entrou para a história como a pedra fundamental do choro.

Mas pouco antes disso, sua amiga e parceira musical, Francisca Edwiges Neves Gonzaga, Chiquinha Gonzaga (1847-1935), esteve à frente de um evento responsável por fazer a verdadeira virada cultural que levou as musicas praticadas nos forrobodós da Cidade Nova à aristocracia, popularizando a nova musica que nascia do povo. Já conhecida como autora de da polca Atraente e outras, aos 38 anos, Gonzaga compôs as composições do espetáculo de Commédia Dell´Arte, A Mulher Homem, de autoria de Valentim de Magalhães e Filinto Almeida.

A peça, que ganhou reconhecimento da crítica e do público, entre eles, personalidades culturais e políticas da época, foi a primeira a levar aos palcos dos teatros, antes destinados a óperas e concertos e não a “musica profana” do povo, polcas, maxixes e outros ritmos que automaticamente foram aceitas e ganharam reconhecimento de direito no gosto do público. Embora as canções do espetáculo ainda não se classificassem como Choro, a composição Um maxixe na Cidade Nova, responsável por escandalizar um e deleitar outros, durante as apresentações, apresentava pela primeira vez no palco o maxixe, ritmo e dança primos do gênero.

A partir daí, o caminho estava aberto e a ascensão do chorinho foi inevitável. O livro de Carla aranha, ainda passa pela chamada Era de Ouro do gênero, protagonizada por nomes como Pixinguinha e Catulo da Paixão Cearense, entre outros, sem esquecer predecessores fundamentais como Ernesto Nazareth, passando por admiradores e também chorões, como Paulinho da Viola e Tom Jobim, até chegar a nova geração do choro, como nomes com Yamandu Costa.

Com acabamento gráfico impecável, bilíngue e belas ilustrações, Chorinho Brasileiro – Como tudo começou ainda traz um CD de áudio contendo doze faixas de gravações de temas como Quebra, quebra minha gente, Lundu característico, Cruzeiro e A Flor amorosa, entre outros, para fazer fundo durante a jornada do leitor ao mundo do Chorinho. Para fechar, o texto ainda dá dicas de locais e estabelecimentos onde é possível desfrutar do gênero praticado por novos chorões e choronas.

O Feirão do Vinil conta com diversos títulos de Chorinho em excelente estado. Tudo a 5 reais cada.

Carnaval no Feirão do Vinil – Sambas de Enredo

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Sambas enredo das escolas de samba de todos os carnavais

 

Um dos grandes filões do mercado fonográfico brasileiro sempre foram os discos contendo os sambas enredo das Escolas de Samba do Rio de Janeiro e São Paulo. Não é de se estranhar que, dentre os colecionadores de álbuns de vinil, as coletâneas anuais, lançadas desde os carnavais de final dos anos 1960, os aficionados pelo tema só cresçam.

O primeiro samba-enredo gravado foi “Exaltação a Tiradentes”, de Fernando Barbosa Júnior e Mano Décio da Viola, Estanislau Silva e Penteado, pelo cantor Roberto Silva, com o título reduzido para simplesmente “Tiradentes”, para o Carnaval de 1955, mas obteve pouca repercussão. O samba tinha sido apresentado pela Império Serrano, originalmente em 1949.

Em 1967, o samba-enredo da Mangueira “O Mundo Encantado de Monteiro Lobato” fez sucesso por todo o Brasil, em gravação de Eliana Pittman, estimulando o lançamento do primeiro álbum de sambas-enredo, que reunia todos os sambas do ano, em 1968, intitulado “Festival do Samba”.

De lá pra cá, os discos de contendo as melhores composições que embalaram os desfiles na avenida e se tornaram parte da memória afetiva dos que viveram aqueles carnavais se tornaram obrigatórios para quem costumava decorar o tema da escola de seu coração para cantar na avenida e guardá-lo para audições pós –carnavalescas.

O Feirão do Vinil oferece uma grande quantidade de álbuns originais, em ótimo estado de conservação de todos os carnavais e de diversas localidades do país ao preço de 5 reais cada.

 

 

 

 

New Wave Brasileira no Feirão do Vinil

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New Wave Brasileira no Feirão do Vinil

 

O início dos anos oitenta foi para boa parte da juventude brasileira uma espécie de alívio, expressado com cores, brilho, gel de cabelo, ombreiras e rock New Wave. Vivíamos os anos da abertura política e, se ainda não tínhamos Eleições Diretas, o período sombrio da Ditadura parecia prestes a acabar.

Era o momento apropriado para que o rock brasileiro alçasse vôo – o que ficou comprovado em outro artigo que publicaremos futuramente – e bandas, cantores e cantoras, identificados com a nova música britânica e norte-americana de grupos como Devo e B52´s e artistas como Madonna e Cindy Lauper, davam o ar da graça com hits próprios para o rádio e visual feito para a tevê, num movimento juvenil comparável à Jovem Guarda: era a New Wave brasileira.

Eram canções de fácil apelo comercial, tratando de temas amenos como a praia, amores, desamores, festas e o bolo que levou da namorada, nas vozes de bandas como o grupo Metrô, Gang 90, Magazine, Rádio Taxi, Blitz, Doutor Silvana, Kid Abelha e Os Paralamas do Sucesso, entre outros, além de artistas solos como Lulu Santos, Eduardo Duzek, Ritchie e Kiko Zambianchi, que antecipariam a verdadeira explosão do rock brasileiro que viria nos próximos anos – com bandas como Titãs, Legião Urbana, Plebe Rude e etc – e confirmariam a viabilidade dos megafestivais no país com a realização do primeiro Rock in Rio, em 1985.

A televisão, como não poderia deixar de ser, abraçou a nova onda e, em programas de auditório como Chacrinha e outros, além de semanais como o Globo de Ouro, as apresentações em Play Back destes artistas, entoando canções inesquecíveis como “Você não soube me amar”, Blitz”, “Sou Boy”, Magazine, “No Balanço da horas”, Metrô e etc se tornaram lembranças alegres ainda vivas no imaginário afetivo de quem foi criança ou adolescente na época.

O Feirão do Vinil conte em seu acervo com diversos títulos dos artistas e canções que marcaram a New Wave brasileira. Tudo por 5 reais cada.

 

Discos Marcus Pereira no Feirão do Vinil

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Discos Marcus Pereira, o primeiro selo independente brasileiro

 

Chega a ser irônico que o primeiro projeto contrário à produção musical com olhos apenas para os ditames da produção mercadologia no Brasil tenha vindo justamente de um publicitário. Embora não tivesse uma ligação direta com a música – não tocava nenhum instrumento –, o empresário Marcus Pereira veio a ser tornar um dos principais e mais importantes agitadores culturais e incentivadores da musica popular e regional do país, como idealizador e fundador da gravadora que levava o seu nome e inaugura a história dos selos independentes brasileiros.

A história da Discos Marcus Pereira remete à segunda metade dos anos 1960, com o país em polvorosa, sob os ditames de um governo de exceção da ditadura civil-militar, quando, em parceria com seu amigo, o músico Luis Carlos Paraná, Marcus Pereira inaugurou em São Paulo o bar Jogral. Reduto de jornalistas, intelectuais e artistas que se encontravam para ouvir o que eles consideravam a verdadeira música popular brasileira, em contraste com o momento da Jovem Guarda, que tinha inspiração no exterior. No ano seguinte, Marcus Pereira decidiu gravar um disco como presente de final de ano para os clientes de sua agência de publicidade. O disco foi financiado pela FINASA, empresa que fazia parte das contas de sua agência de publicidade fez muito sucesso e foi objeto de críticas positivas, apesar da circulação e tiragem limitadas.

O primeiro disco de Marcus Pereira surgiu com a gravação de canções de Paulo Vanzolini, freqüentador do Jogral, com o LP “Onze sambas e uma capoeira”, que veio a ser o embrião da Discos Marcus Pereira, que se dedicou ao resgate das manifestações musicais do Brasil.

O disco foi gravado em outubro de 1967 e contava com arranjos de Toquinho, então desconhecido. Em 1968, também com o intuito de distribuí-lo como brinde de final de ano, o empresário produziu, com patrocínio do Jogral e sob selo do Jogral o disco “Brasil, flauta, cavaquinho e violão”, que viria a se tornar o embrião da produção do futuro selo Discos Marcus Pereira, que valorizaria de maneira inédita a musica regional produzida no Brasil.

Apaixonado pela música brasileira e em resposta ao que considerava a dominação do cenário musical brasileiro pelas indústrias multinacionais, bem como com a descaracterização da música popular brasileira pela excessiva influência e imitação de grupos estrangeiros, Marcus Pereira deixou sua bem sucedida agência de publicidade e se dedicou totalmente à música. Em 1973, com a morte de Luís Carlos Paraná, adquiriu a totalidade do Jogral e fundou a Discos Marcus Pereira.

Ao longo de seus quinze anos de existência a Discos Marcus Pereira construiu um catálogo de mais de 140 títulos. Lançou nomes como Cartola, Donga, Banda de Pífanos de Caruaru, Quinteto Armorial, entre outros, e ajudou a impulsionar a música regional brasileira em coletâneas como Música popular do Nordeste (1973), Música popular do Centro-Oeste e Sudeste (1974), Música popular do Sul (1975) e Música popular do Norte (1976), além de coletâneas com os sambas-enredo das escolas de samba do Rio de Janeiro e São Paulo.

No Feirão do Vinil, muitas das obras lançadas pela Discos Marcus Pereira estão disponíveis para aquisição, todas em ótimo estado e pelo preço de 5 reais a peça.

Consumido por problemas pessoais e financeiros diversos, Marcus Pereira cometeu suicídio em 1981, mas seu legado e sua importância para nossa música permanecerão eternos.

 

Musica Disco no Feirão do Vinil

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A Musica Disco Vive no Feirão do Vinil

 

No início dos anos 1970 uma explosão de vida, embalada por linhas de baixo pulsante como o funk, percussão quebrada e riffs de guitarras soul, carregados de arranjos dos recém-chegados primeiros sintetizadores e passos de dança de cair o queixo tomaram de assalto as pistas de dança do mundo. Sem um berço certo para detectar sou verdadeira maternidade, a Disco Music ou como é conhecida no Brasil, Musica Disco, tem como principais focos de início os clubes noturnos alternativos de Chigago, Nova Iorque e Filadéfia, se espalhando por todos os Estados Unidos e depois para o resto do mundo em pouco tempo.

A partir daí, o gênero e o estilo de vida se espalhou, contaminando absolutamente toda a indústria cultural global. Da cultura alternativa dos clubes alternativos citados acima até o lendário Studio 54 e o sucesso de bilheteria de Embalos de Sábado à Noite, com o galã John Travolta e a trilha sonora do Bee Gees, foram poucos anos. E logo países como o Brasil também teriam sua parcela na história da Disco Music, com discotecas locais badaladas, sucessos televisivos, como a novela Dancin´Days, e até artistas celebrados como As Frenéticas e Lady Zu, para ficarmos em apenas algumas delas.

A Disco Music praticamente inaugura o advento social da cultura dos clubes noturnos. Mas vai muito além, se tornando uma verdadeira revolução dentro da cultura pop, abocanhando participações não só na indústria fonográfica como também na indústria televisiva, cinematográfica, moda e afins. Mas o grande papel que a Disco Music ainda domina em nosso imaginário coletivo pop, certamente, está na musica e na cultura dos clubes. E, no que dize respeito à musica, o Feirão do Vinil possui tudo o que os fãs da Disco ou Discoteque pode querer.

Além de coletâneas, trilhas sonoras e filmes e novelas, como a já citada Dancin´Days e o tema de Embalos de Sábado à Noite, também possuímos diversos compactos com os hits da época, além de coletâneas e título dos artistas e grupos como Village People, Santa Esmeralda, Bee Gees, As Frenéticas, Lady Zu e muito, muito mais.

Tudo ao preço de 5 reais o disco.

 

Pictures Discs no Feirão do Vinil

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A Beleza dos Picture Discs

 

Produto destinado aos colecionadores e fãs mais assíduos, dispostos a pagar um pouco mais por uma peça diferenciada da obra de seu artista preferido, as Picture Discs continuam seduzindo e conquistando admiradores no mundo inteiro até os dias atuais.

Vinil transparente, trazendo imagens inseridas no interior, sob a face tocável do disco, as disco pictures ganharam notoriedade a partir dos anos 1970, mas sua origem vem de muito antes disso. Já em 1900, o compacto de sete polegadas lançado pela Gramophne canadense trazia em sua superfície a imagem do famoso cãozinho, ao lado de um gramofone, que se tornou icônico como símbolo da RCA Victor.

Os primeiros Picture Discs da era moderna remetem aos anos 70 e a arte produzida para o álbum Airconditioning (1971) do psicodélico Curved Air é a pedra fundamental. O disco chegou a ganhar o prêmio de melhor conceito visual e arte de capa na edições de melhores do ano do semanário musical New Musical Express (NME) no ano de seu lançamento.

De lá pra cá, a arte de colocar imagens nos álbuns de vinil se tornou um atrativo à parte para obras de praticamente todos os artistas, como Pink Floyd, Yes, Black Sabath, Led Zeppelin, Michael Jackson, Duran Duran, Siouxie and the Banshees e até Nirvana.

São muito colecionáveis as obras com arte no vinil produzidas para a dance music e especificamente para o uso de DJs de tecno, hip hop e musica eletrônica no geral.

Mas foram as bandas de rock progressivo e heavy metal que sempre tiveram um carinho pelo formato.

Outro segmento que adotou o Picture Disc e hoje possui um verdadeiro culto de seguidores e colecionadores é de musica infantil. Desde disquinhos com historinhas narradas, passando por trilhas sonoras de filmes e desenhos animados, a disco Picture para crianças é um verdadeiro tesouro para os fãs.

O Feirão do Vinil possui uma série destas raridades disponíveis para o deleite dos amantes das artes de superfície em vinil. Venha conferir. Tudo em ótimas condições e por aquele preço camarada de sempre.