1986 o ano da maturidade do Rock no Brasil

By Feirão do Vinil,

 

 

1986 o ano da maturidade do Rock no Brasil

 

A história do Rock no Brasil possui várias fases, que aos poucos estamos abordando aqui, mas, de seu surgimento ainda tímido no fim dos anos 1950 e até os nossos dias, é consenso geral que o ano de 1986 foi emblemático, como o ano em que o gênero atingiu a maturidade.

Depois da consagração como gênero de sucesso mercadológico e radiofônico nos primeiros anos da década de 80 e a coroação durante o primeiro Rock in Rio, no ano anterior, foi no ano de 1986 que alguns dos mais emblemáticos artistas do gênero marcaram território, criando alguns dos álbuns hoje considerados entre os mais importantes, não só do gênero, como também da História da MPB.

 

Foi em 1986 que saiu o segundo e, ainda hoje, considerado o melhor disco da Legião Urbana; foi também o ano da estréia da Plebe Rude com o excelente O Concreto Já Rachou; também saiu o segundo e clássico álbum do Ira!, Vivendo e não aprendendo; além de Cabeça Dinossauro, disco que transformou os Titãs em uma das mais importantes bandas do rock brasileiro.

1986 também marca a maturidade do cenário independente brasileiro, com selos como Aratos Afins e outros revelando um catálogo de novas e ousadas bandas como Smack, Fellini, Violeta de Outono e outras das quais falaremos em futuros artigos.

O Feirão do Vinil possui não só os clássicos citados acima, em Vinil, CD, K-7 e outros formatos, como também outros clássicos do rock de 1986 e dos anos precedentes e seguintes. Tudo a 5 reais cada cópia.

 

Feirão do Vinil

Endereço Rua Quintino Bocaiúva, 309 – Sé

São Paulo – SP

Tel.: (11) 3105-6714

 

 

Trilhas Sonoras Ficção-científica no Feirão do Vinil

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Trilhas Sonoras Ficção-científica no Feirão do Vinil

 

Gênero literário que rendeu clássicos inquestionáveis e nomes imbatíveis como Julio Verne, G. H. Wells, Phillip K Dick, Isaaic Assimov, Arthur C. Clark e Brian Aldiss, entre tantos outros autores, a ficção-científica mostrou-se apta a se adaptar aos mais variados formatos e veículos de mídia, se saindo bem nos quadrinhos, rádio e, mídia quase que feita sob medida para o gênero, o cinema.

Febre, ao lado das tramas de terror, das matinês dos anos 1950, como a primeira adaptação cinematográfica de A Guerra dos Mundos de H.G. Wells, a ficção-científica só cresceu nas décadas que se seguiram. A partir dos anos 60, o segmento se tornou um dos principais atrativos para levar gente às salas de cinema, selando definitivamente sua importância dentro da sétima arte.

Foi com o lançamento de 2001: Uma Odisséia no Espaço de Stanley Kubrick, que o gênero ganhou respeito não mais apenas como capaz de produzir obras escapistas para adolescentes entediados, mas também como arte.

A partir daí vieram muitos outros como Solaris de Tarkovsky, A Laranja Mecânica, também de Kubrick, Blade Runner, de Ridley Scott e muitos outros.

A ficção-científica no cinema também trouxe uma grande colaboração para o universo das artes, representando um dos gêneros cinematográficos que gerou algumas das trilhas sonoras mais originais e criativas da história do cinema.

Dos arranjos a base de Theremim dos cinemas de matinês dos anos 50 ao avanço da musica eletrônica nos anos 70, grandes compositores, em parceria com grandes diretores, acabaram produzindo algumas das mais impressionantes trilhas sonoras já criadas.

O Feirão do Vinil conta com diversas dessas trilhas, tanto de clássicos como Alien: O Oitavo Passageiro ou Contatos Imediatos do Terceiro Grau, passando por animações experimentais como o francês O Planeta Selvagem e o japonês Akira.

Um verdadeiro paraíso para os fâs de trilhas sonoras e, principalmente, da ficção-científica. E tudo dentro da promoção de cinco reais cada.

 

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Especiais Infantis no Feirão do Vinil

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Especiais Infantis no Feirão do Vinil

 

Pergunte a qualquer pessoa com idade entre 40 e 50 anos quais as suas memórias de infância mais marcantes e, provavelmente, entre elas estarão os saudosos especiais infantis apresentados pela rede Globo entre o final dos anos 70 e início dos 80. Eram grandes produções, feitas exclusivamente para serem exibidos na grade da emissora, durantes as férias de fim de ano ou o dia das crianças, trazendo grandes composições, interpretadas por grandes nomes da canção brasileira e trazendo no elenco alguns dos maiores nomes do cast da Globo na época.

Todos os especiais infantis ganhavam suas versões em disco e estão disponíveis no Feirão do Vinil. Abaixo fazemos um apanhado dos mais importantes entre eles:

O programa “Vinícius para Crianças – Arca de Noé” ficou mais conhecido apenas como “Arca de Noé”, nome do disco infantil de Vinícius de Moraes que foi sua inspiração.

Em cada esquete, diferentes artistas interpretaram as canções de Vinícius. A apresentação ficou por conta da pequena Aretha, de seis anos, filha da cantora Vanusa.

Na mesma linha de “Arca de Noé”, “Plunct, plact zuuum” era um musical infantil. No programa, cinco crianças planejam fugir de casa para realizar seus sonhos. No caminho, conhecem um contador de histórias e embarcam em uma estranha nave espacial, onde vão viver suas aventuras.

Com a ajuda dos robôs Zip e Zap, a turma do grupo infantil “Balão Mágico”, Simony, Mike, Tob, Jairzinho e Fofão, constrói um grande balão para mostrar o Brasil para seu amigo alienígena, I.O., que chega à Terra disposto a levar o “espírito da criança eterna” para todos.

Diariamente no “Xou da Xuxa”, a rainha dos baixinhos, organizava um programa cheio de gincanas, disputas, brincadeiras, atrações musicais e desenhos, com a ajuda das Paquitas, do Dengue e do Praga.

O programa virou líder de audiência e transformou Xuxa em um ídolo de crianças de todo o país.

O Xou da Xuxa e os especiais de fim de ano protagonizados pela Rainha dos Baixinhos também marca o fim dos especiais infantis originais e escritos especificamente para o fim de ano ou abertura da programação de ano novo. A partir daí, as crianças praticamente perderam espaço na grade da emissora e o que sobrou foi a saudade que pode ser curada com as trilhas sonoras de todos eles que ainda podem ser encontrado no Feirão do Vinil, dentro de promoção de 5 reais cada.

 

 

Brazillian Soul no Feirão do Vinil

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Brazillian Soul no Feirão do Vinil

 

Não é porque a alma da musica popular brasileira esteja no samba que o Brasil não tem Soul. O gênero, surgido nos Estados Unidos em meados dos anos 1950, mistura da música gospel, rock and roll e o rhythm and blues, já tinha em Wilson Simonal e no Swing de Jorge Ben representantes oficiais do gênero nas terras tropicais, durante os anos 60.

Mas foi Tim Maia quem definitivamente incorporou a Soul Music à musica brasileira dando ao gênero um sotaque completamente tupiniquim e original.

Tim maia foi quem melhor compreendeu a musica Soul como, mais do que um ritmo, um manifesto da negritude, impulsionando o que viria a se tornar um verdadeiro chamado de ação afirmativa no que diz respeito ao orgulho afro no Brasil. Dessa forma, não é de todo exagero quando dizem que Tim é o equivalente na cultura nacional ao que foi James Brown na americana.

Tim Maia deu Soul à musica de seus ex-parceiros Roberto Carlos e Erasmo Carlos; compôs, gravou e produziu inúmeros hits e álbuns, todos hoje considerados clássicos, e foi mola propulsora da cultura dos bailes no Brasil.

Depois dele, a Soul Music Brasileira ou Brazillian Soul, como é conhecida e respeitada no exterior, ganhou inúmeros adeptos e diversos representantes, dentre os quais podemos destacar Cassiano, Hyldon, Tony Tornado, Cláudio Zoli, Sandra de Sá, Grupo Azymuth e muitos outros.

Tim Maia e todos os representantes da história da Soul Music Brasileira estão muito bem representados no acervo do Feirão do Vinil. Todos, incluindo muitos títulos raros, dentro da promoção de 5 reais a peça. Vale muito a pena conferir.

 

Moreira da Silva e o Samba de Breque no Feirão do Vinil

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Moreira da Silva e o Samba de Breque no Feirão do Vinil

 

Primeiro de Abril é considerado o dia mentira, mas mereceria muito bem ser O Dia do Malandro, afinal, foi nesta data que nasceu Moreira da Silva, o saudoso Kid Morengueira, em 1902.

 

Nascido da Tijuca mas criado no Salgueiro, só iniciou os estudos aos nove anos e abandonou logo aos onze, quando o pai faleceu. Foi empregado de fábricas, tecelagens e chofer de ambulância e motorista de táxi. Foi dirigindo seu taxi que fez amizade com Ismael Silva que, percebendo o potencial o rapaz, o incentivou a cantar.

Em 1931, a convite de Getúlio Marinho, estreou em disco, através da gravadora Odeon, com os cânticos de Umbanda Ererê e Rei de Umbanda. A partir daí não parou mais. Foi responsável por sucessos históricos do samba como Na Subida do Morro, Aceitei na Milhar, O Rei do Gatilho, Jogando com o Capeta, Fui a Paris e Amigo Urso, entre tantos outros.

Considerado o criador do samba de breque, na década de 60, foi o samba O Rei do Gatilho, de Miguel Gustavo, que lanço o personagem, um caubói que, como o Zorro americano, tinha por companheiro fiel um índio, o Kid Morengueira, que passou a ser o apelido que o acompanhou pelo resto da vida.

Em 1992, foi tema do enredo da escola de samba Unidos de Manguinhos. Em 1995 gravou “Os 3 Malandros In Concert” com Dicró e Bezerra da Silva, aos 93 anos de idade.

Participou do histórico disco de Chico Buarque de Holanda, a “Ópera do Malandro” de 1979, fazendo dueto com o próprio Chico.

Em 1996, foi tema do livro Moreira da Silva – O Último dos Malandros. Com 98 anos de idade, ainda se apresentava em shows.

O Feirão do Vinil possui boa parte da obra de Moreira da Silva em seu acervo. Tudo a cinco reais cada.